MPE denuncia empresário, pais, advogado e policial por série de golpes na venda de carros

Conforme a ação penal, eles se associaram para a prática do crime de estelionato na área de venda de veículos usando a empresa Negócios MS, registrada oficialmente no nome da genitora do golpista.

“A empresa está registrada como do ramo alimentício, possuindo ocupação principal o comércio de bebidas. Entretanto, era utilizada para negócios fraudulentos de venda de veículos”, pontuou De Rose. As vítimas afirmaram, em depoimento à Polícia Civil de Dourados, que os carros foram negociados na sede da Negócios MS, no Bairro Mata do Jacinto, em Campo Grande.

Segundo o promotor, Célio Poveda se apresentava como advogado de Diego e ajudava a realizar a cobrança das vítimas. Ele mora em Itaporã e era sempre visto na sede da companhia na Capital.

Já Joventino usava o cargo público para passar informações privilegiadas a Diego Aparecido Francisco, acessando o sistema do SIGO para pesquisas e informações sobre veículos, boletins de ocorrência e vítimas. Entre janeiro e agosto do ano passado, conforme a Polícia Civil, o agente verificou carros no SIGO e o total de consultas gerou 61 páginas.

Além disso, o policial civil ajudava Diego a pressionar as vítimas a não registrarem o golpe na delegacia. Ele levava a viatura da Polícia Civil para a sede a MS Negócios e aparecia armado nas reuniões com as vítimas. Célio e Diego o apresentaram como “Dr. Delegado”.

Um dos vendedores da empresa contou à polícia que movimentou R$ 6 milhões para Diego Francisco com a venda de veículos. Na denúncia, o promotor citou três vítimas. A primeira teve prejuízo de R$ 1,4 milhão ao pagar e não recebe um Porsche, um caminhão e uma SW4.

A segunda vítima foi um garagista, que comprou seis veículos, mas recebeu apenas três. Ele comprovou que perdeu R$ 520 mil no golpe. A terceira foi um empresário que ficou sem receber um caminhão de R$ 285 mil.

Em depoimento policial, Diego negou os golpes, mas confirmou que as vítimas tiveram prejuízos. O primeiro teria ficado sem R$ 350 mil na conta do golpista. Ele disse que chegou a emitir dois cheques de R$ 400 mil, mas que não tiveram fundos porque não conseguiu vender uma fazenda.

A denúncia será analisada pelo juiz Deyvis Ecco, da 2ª Vara Criminal de Dourados.

O magistrado também vai analisar um pedido do advogado Ronaldo Graziozo Oliveira, que apelou a uma estratégia usada na ditadura militar para silenciar O Jacaré. Ele pediu a censura das matérias relativas a este golpe aplicado por Diego. Este processo tramita em sigilo.

Fonte: O Jacaré

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