{"id":8109,"date":"2024-11-04T13:52:59","date_gmt":"2024-11-04T17:52:59","guid":{"rendered":"https:\/\/jornaloalvorada.com.br\/site\/?p=8109"},"modified":"2024-11-04T13:53:01","modified_gmt":"2024-11-04T17:53:01","slug":"nelsinho-e-condenado-a-pagar-r-242-mil-a-produtora-por-calote-na-campanha-de-2014","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornaloalvorada.com.br\/site\/2024\/11\/04\/nelsinho-e-condenado-a-pagar-r-242-mil-a-produtora-por-calote-na-campanha-de-2014\/","title":{"rendered":"Nelsinho \u00e9 condenado a pagar R$ 242 mil a produtora por calote na campanha de 2014"},"content":{"rendered":"\n<p>O juiz Wilson Leite Corr\u00eaa, da 5\u00aa Vara C\u00edvel de Campo Grande, condenou o senador Nelsinho Trad (PSD) a pagar R$ 242,1 mil a uma produtora que levou calote na campanha a governador em 2014. Apesar de ter se beneficiado dos v\u00eddeos produzidos pela empresa, o ex-prefeito da Capital negou o contrato e deu o calote, que completou uma d\u00e9cada neste ano.<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, o magistrado negou o pedido para condenar a ministra do Planejamento e Or\u00e7amento, Simone Tebet, de pagar a outra metade. A Midialogue Digital, de S\u00e3o Paulo, cobrou R$ 235 mil da ex-senadora e do senador pelo servi\u00e7o prestado na campanha do MDB em 2014. Na \u00e9poca, Nelsinho ficou em 3\u00ba na disputa do Governo e Simone foi eleita senadora da Rep\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<p>Inicialmente, a a\u00e7\u00e3o de cobran\u00e7a foi protocolada na 35\u00aa Vara C\u00edvel de S\u00e3o Paulo contra Simone, Trad e o MDB. O partido foi exclu\u00eddo e o processo foi encaminhado para a Justi\u00e7a estadual em Campo Grande.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cCom efeito, conforme dito, a parte autora sustenta que, entre os meses de maio\/2014 a outubro\/2014, prestou servi\u00e7os relacionados a m\u00eddia digital da campanha eleitoral do r\u00e9u NELSON TRAD FILHO para o cargo de governador do estado de Mato Grosso do Sul, bem como que o r\u00e9u ficou inadimplente com o pagamento do pre\u00e7o acordado\u201d, pontuou Corr\u00eaa, na senten\u00e7a publicada no dia 21 de outubro deste ano.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA respeito da rela\u00e7\u00e3o existente entre as partes, o r\u00e9u NELSON TRAD FILHO, ao ser ouvido em ju\u00edzo, relatou que teve alguns contatos e tratativas com a empresa autora, por\u00e9m n\u00e3o chegou a formalizar um contrato\u201d, destacou o juiz.<\/p>\n\n\n\n<p>No depoimento, Nelsinho admitiu que tratou do assunto com o dono da produtora, mas negou ter firmado contrato. No entanto, Alexandre Secco anexou conversas com o ent\u00e3o candidato, desde a produ\u00e7\u00e3o dos v\u00eddeos, orienta\u00e7\u00f5es em entrevistas at\u00e9 a cobran\u00e7a pelo servi\u00e7o prestado. Em setembro de 2014, Nelsinho chegou a tranquiliza-lo: \u201cvoc\u00ea n\u00e3o precisa se preocupar, vai receber certinho.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAo ser questionado sobre a presta\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os, o r\u00e9u se esquivava das respostas, no entanto, confirmou que trocou e-mails e que na sua biografia p\u00fablica consta a informa\u00e7\u00e3o de que a empresa autora foi a coordenadora da companha digital de 2014\u201d, ressaltou o juiz.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA campanha digital de Trad Filho, coordenada pela empresa Midealogue foi uma das primeiras do Brasil a usar de forma ampla o whatsapp, ferramenta que posteriormente tornou-se foco de divulga\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es falsas e disparo em massa em elei\u00e7\u00f5es\u201d, gaba-se o senador na biografia. No entanto, ele se nega a pagar pelo servi\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cN\u00e3o obstante, o requerido NELSON TRAD FILHO sustentar na contesta\u00e7\u00e3o e no depoimento pessoal que inexistiu rela\u00e7\u00e3o contratual com a empresa autora, que n\u00e3o recebeu\/utilizou servi\u00e7os prestadas por ela, mas que a coliga\u00e7\u00e3o talvez possa ter contratado a empresa autora, os elementos de prova existentes nos autos comprovam exatamente o contr\u00e1rio\u201d, frisou o magistrado.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO requerido NELSON TRAD FILHO, ao prestar depoimento pessoal em ju\u00edzo, n\u00e3o respondeu v\u00e1rias das perguntas que foram realizadas, dando respostas vagas, limitando-se a dizer somente que n\u00e3o tinha formalizado contrato com a empresa autora, logo, cab\u00edvel no caso a aplica\u00e7\u00e3o da pena de confiss\u00e3o ficta, prevista no art. 385, \u00a71\u00ba, do C\u00f3digo de Processo Civil\u201d, concluiu Corr\u00eaa.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAl\u00e9m disso, embora o r\u00e9u NELSON TRAD FILHO tenha aduzido que autora formalizou contrato com a sua coliga\u00e7\u00e3o partid\u00e1ria e n\u00e3o com a sua pessoa f\u00edsica, a parte autora juntou \u00e0s fls. 69\/81 dos autos o hist\u00f3rico das mensagens trocadas entre o r\u00e9u NELSON TRAD FILHO e ALEXANDRE SECCO, representante legal da empresa autora, as quais comprovam que as tratativas foram realizadas diretamente com o r\u00e9u, sem intermedia\u00e7\u00e3o de qualquer integrante da coliga\u00e7\u00e3o partid\u00e1ria\u201d, ponderou o magistrado.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAdemais, nota-se que o r\u00e9u NELSON TRAD FILHO recebeu dicas de como se portar em v\u00eddeos e entrevistas, bem como forneceu dados e fotografias ao representante legal da autora, ALEXANDRE SECCO, para que este pudesse elaborar as postagens e v\u00eddeos nas redes sociais do candidato\u201d, destacou.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA par de todos esses elementos de prova, os e-mails e relat\u00f3rios juntados pela autora (fls. 69\/149) mencionam a contrata\u00e7\u00e3o e execu\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os em favor do r\u00e9u NELSON TRAD FILHO. Portanto, dos elementos de provas colhidos dos autos, \u00e9 poss\u00edvel concluir que o r\u00e9u NELSON TRAD FILHO contratou e utilizou os servi\u00e7os de m\u00eddia digital prestados pela empresa autora durante a campanha eleitoral de 2014, bem como que o mesmo n\u00e3o realizou o pagamento devido\u201d, concluiu o juiz.<\/p>\n\n\n\n<p>Nelsinho foi condenado a pagar R$ 117,5 mil, metade do valor cobrado, corrigido pelo IGP-M e mais corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria. Apenas a atualiza\u00e7\u00e3o pela infla\u00e7\u00e3o eleva o valor para R$ 242,1 mil.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse \u00e9 o segundo calote de Nelsinho na campanha de 2014. O outro foi contra a VCA Produ\u00e7\u00f5es, que tamb\u00e9m travou uma batalha herc\u00falea na Justi\u00e7a para receber R$ 6,6 milh\u00f5es, conforme valor atualizado em janeiro deste ano. A empresa est\u00e1 lutando para levar a cole\u00e7\u00e3o de 59 ve\u00edculos do senador a leil\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Simone<\/h4>\n\n\n\n<p>Por outro lado, o juiz negou o pedido da Midialogue em rela\u00e7\u00e3o a ex-senadora Simone Tebet. \u201cAdemais, a r\u00e9 SIMONE NASSAR TEBET, ao ser ouvida em ju\u00edzo, relatou que desconhece qualquer rela\u00e7\u00e3o ou presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os com a empresa autora, tampouco, desconhece qualquer troca de e-mail com o representante legal da autora\u201d, pontuou o juiz.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNo mesmo sentido foram as declara\u00e7\u00f5es da testemunha WALMIR MARQUES ARANTES, o qual ao ser ouvido em ju\u00edzo, relatou que foi coordenador da parte financeira e administrativa da campanha da r\u00e9 SIMONE NASSARTEBET no ano 2014, bem como que os pagamentos eram realizados mediante pr\u00e9vio or\u00e7amento e recibo de pagamento\u201d, relatou o magistrado.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cLogo, ao contr\u00e1rio do que foi veiculado na peti\u00e7\u00e3o inicial, no curso do processo n\u00e3o restou provado que a autora efetivamente celebrou contrato de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os com a r\u00e9 SIMONE NASSAR TEBET, tampouco, que prestou servi\u00e7os a mesma, via de consequ\u00eancia, os pedidos iniciais devem ser julgados improcedentes em rela\u00e7\u00e3o a tal requerida\u201d, concluiu o juiz.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Fonte: O Jacar\u00e9<\/em><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O juiz Wilson Leite Corr\u00eaa, da 5\u00aa Vara C\u00edvel de Campo Grande, condenou o senador Nelsinho Trad (PSD) a pagar<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":8110,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-8109","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/jornaloalvorada.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8109","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/jornaloalvorada.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/jornaloalvorada.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornaloalvorada.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornaloalvorada.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8109"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/jornaloalvorada.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8109\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":8111,"href":"https:\/\/jornaloalvorada.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8109\/revisions\/8111"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornaloalvorada.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/8110"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/jornaloalvorada.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8109"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/jornaloalvorada.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8109"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/jornaloalvorada.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8109"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}