{"id":6417,"date":"2024-06-05T09:04:14","date_gmt":"2024-06-05T13:04:14","guid":{"rendered":"https:\/\/jornaloalvorada.com.br\/site\/?p=6417"},"modified":"2024-06-05T09:04:17","modified_gmt":"2024-06-05T13:04:17","slug":"dia-do-meio-ambiente-destaca-acoes-de-enfrentamento-a-desertificacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornaloalvorada.com.br\/site\/2024\/06\/05\/dia-do-meio-ambiente-destaca-acoes-de-enfrentamento-a-desertificacao\/","title":{"rendered":"Dia do Meio Ambiente destaca a\u00e7\u00f5es de enfrentamento \u00e0 desertifica\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<p>H\u00e1 mais de 40 anos, o ambientalista Nereu Rios dedica sua vida em tempo integral a coletar sementes por onde passa, gerar mudas e, finalmente, contemplar as \u00e1rvores que fornecer\u00e3o mais mat\u00e9ria-prima para que o ciclo recomece. Mas nos \u00faltimos anos, essa rotina tem mudado desde que o pesquisador de campo percebeu que multiplicar algumas esp\u00e9cies come\u00e7ou a ficar mais dif\u00edcil.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNo Mato Grosso do Sul, h\u00e1 uns dez anos tenho coletado amostras de pau-ferro [<em>Libidibia ferrea<\/em>] que d\u00e1 a vagem, mas n\u00e3o d\u00e1 a semente\u201d, diz. Nascido em Dourados (MS) e atualmente vivendo em Campo Grande (MS), Nereu se divide entre as mudas do viveiro em que trabalha e os caminhos que percorre por todo o Cerrado para acompanhar de perto a diversidade fruto de seu trabalho. Junto com a mudan\u00e7a das plantas, ele tamb\u00e9m percebe a mudan\u00e7a no cen\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cPassando por Olhos D\u00b4\u00c1gua, pr\u00f3ximo de Alex\u00e2nia (GO), eu estava mostrando para o meu filho uns ip\u00eas-roxos [<em>Handroanthus impetiginosus<\/em>] que a gente coletava h\u00e1 uns oito anos e que agora eles est\u00e3o morrendo, porque virou monocultura margeando a estrada e quando eles pulverizam o milharal sai matando tudo\u201d, destaca.<\/p>\n\n\n\n<p>O pesquisador do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amaz\u00f4nia (IPAM), Andr\u00e9 Andrade, explica que para produzir semente, a planta precisa de muita energia, que adquire pela fotoss\u00edntese e exige muita \u00e1gua e luz solar, mas com a mudan\u00e7a clim\u00e1tica, o ciclo natural sofre um dist\u00farbio. \u201cO que acontece com a mudan\u00e7a clim\u00e1tica \u00e9 que quando a gente tem per\u00edodos de estiagem muito grande, combinado com um ano de El Ni\u00f1o, como no final de 2023, tem muito sol, mas falta \u00e1gua, ent\u00e3o, a planta para a fotoss\u00edntese que precisa, sen\u00e3o ela morre r\u00e1pido, e como isso n\u00e3o consegue produzir a energia para gerar sementes\u201d, explica.<\/p>\n\n\n\n<p>A advert\u00eancia tamb\u00e9m foi refor\u00e7ada pela Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU), que trouxe como tema para este 5 de junho, Dia Mundial do Meio Ambiente, o enfrentamento \u00e0 desertifica\u00e7\u00e3o e o desenvolvimento da resili\u00eancia \u00e0 seca, alinhados com a declarada D\u00e9cada da Restaura\u00e7\u00e3o de Ecossistemas. No centro da campanha est\u00e1 a frase: \u201cN\u00e3o podemos retroceder no tempo, mas podemos restaurar florestas, restabelecer os recursos h\u00eddricos e trazer o solo de volta. N\u00f3s somos a gera\u00e7\u00e3o que pode fazer as pazes com a terra\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Desertifica\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p>De acordo com o Programa das Na\u00e7\u00f5es Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), bilh\u00f5es de hectares de terra est\u00e3o degradados em todo o planeta, o que causa desertifica\u00e7\u00e3o e mais seca. A organiza\u00e7\u00e3o alerta ainda que isso j\u00e1 afeta metade da popula\u00e7\u00e3o mundial, especialmente comunidades rurais e pequenos agricultores, o que p\u00f5e em risco metade do Produto Interno Bruto (PIB) global e pode gerar inseguran\u00e7a alimentar em todo o planeta.<\/p>\n\n\n\n<p>Andrade explica que a restaura\u00e7\u00e3o de ecossistemas \u00e9 t\u00e3o importante porque tem se mostrado a solu\u00e7\u00e3o mais r\u00e1pida e efetiva para equilibrar tanto o ciclo da \u00e1gua, quanto o ciclo do carbono e evitar que o planeta aque\u00e7a ainda mais e que piorem as consequ\u00eancias, como secas e chuvas extremas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA restaura\u00e7\u00e3o de grandes \u00e1reas \u00e9 uma estrat\u00e9gia que a gente consegue fazer agora, em 20, 30 anos \u00e9 poss\u00edvel investir pesado nisso, para que no futuro a gente alcance a transi\u00e7\u00e3o de energia, porque existe um limite para o carbono que as florestas conseguem armazenar, existe um limite que a gente vai conseguir segurar essas mudan\u00e7as a partir da vegeta\u00e7\u00e3o nativa\u201d, conclui.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Miss\u00e3o de vida<\/h2>\n\n\n\n<p>Nereu Rios conhece o Cerrado desde jovem, se criou no campo em uma fam\u00edlia de moveleiros e nas proximidades do ent\u00e3o chamado arco do desmatamento, mas o conv\u00edvio com a terra o fez admirar mais uma bela \u00e1rvore florida do que a madeira tombada. E nessa \u201cmiss\u00e3o de vida\u201d, como ele mesmo diz, aprendeu na pr\u00e1tica que as escolhas de cada pessoa afetam o clima, a vegeta\u00e7\u00e3o e at\u00e9 os insetos, que em um ambiente desequilibrado viram pragas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cSei que tem o bicho que come a seiva na vagem do pau-ferro e n\u00e3o deixa a semente se desenvolver, mas n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 ele o problema. O angelim-amargo [<em>Andira anthelmia<\/em>] faz uns quatro anos que eu n\u00e3o consigo coletar e tinha muito, assim como a guavira [<em>Campomanesia adamantium<\/em>], ano passado deu pouca. As coisas que produziam todos os anos, agora produzem ano sim, ano n\u00e3o, \u00e0s vezes ficam dois tr\u00eas anos sem produzir\u201d, explica.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/em><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 mais de 40 anos, o ambientalista Nereu Rios dedica sua vida em tempo integral a coletar sementes por onde<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":6418,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-6417","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/jornaloalvorada.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6417","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/jornaloalvorada.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/jornaloalvorada.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornaloalvorada.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornaloalvorada.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6417"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/jornaloalvorada.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6417\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6419,"href":"https:\/\/jornaloalvorada.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6417\/revisions\/6419"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornaloalvorada.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/6418"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/jornaloalvorada.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6417"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/jornaloalvorada.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6417"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/jornaloalvorada.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6417"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}