{"id":5698,"date":"2024-03-21T10:59:00","date_gmt":"2024-03-21T14:59:00","guid":{"rendered":"https:\/\/jornaloalvorada.com.br\/site\/?p=5698"},"modified":"2024-04-09T09:01:30","modified_gmt":"2024-04-09T13:01:30","slug":"violencia-nao-letal-contra-mulheres-aumenta-19-em-5-anos-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornaloalvorada.com.br\/site\/2024\/03\/21\/violencia-nao-letal-contra-mulheres-aumenta-19-em-5-anos-no-brasil\/","title":{"rendered":"Viol\u00eancia n\u00e3o letal contra mulheres aumenta 19% em 5 anos no Brasil"},"content":{"rendered":"\n<p>Entre 2018 e 2022, todos os tipos n\u00e3o letais de viol\u00eancia contra mulheres cresceram 19% no Brasil. Essas formas de agress\u00e3o incluem a patrimonial, a f\u00edsica, a sexual, a psicol\u00f3gica e a moral e, com exce\u00e7\u00e3o da \u00faltima, foram acompanhadas pelo Instituto Igarap\u00e9, que realizou levantamento sobre o assunto, em parceria com a Uber.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o Instituto Igarap\u00e9, na \u00faltima d\u00e9cada, tais &nbsp;ocorr\u00eancias aumentaram 92%. Para elaborar o relat\u00f3rio que cont\u00e9m esses dados, foram extra\u00eddas estat\u00edsticas dos sistemas oficiais de sa\u00fade e dos \u00f3rg\u00e3os de seguran\u00e7a p\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<p>No apanhado dos pesquisadores, contabilizam-se ocorr\u00eancias, o que significa que uma mesma mulher pode ter sido v\u00edtima de mais de uma das formas de viol\u00eancia registradas.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao longo da apura\u00e7\u00e3o dos dados, constatou-se que as mulheres negras s\u00e3o os principais alvos da viol\u00eancia de g\u00eanero n\u00e3o letais, independentemente da forma que as agress\u00f5es assumem. Em 2018, mulheres pretas e pardas apareciam em 52% dos registros. No ano passado, elas eram as v\u00edtimas em 56,5% das ocorr\u00eancias.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo os respons\u00e1veis pelo levantamento, somente no ano passado, em m\u00e9dia, quatro mulheres foram v\u00edtimas de feminic\u00eddio, que \u00e9 o homic\u00eddio motivado por \u00f3dio contra o g\u00eanero feminino, ou seja, contra mulheres, pelo fato de serem mulheres. Em 2018, os feminic\u00eddios representavam cerca de 27% das mortes violentas, porcentagem que subiu para 35% em 2022.<\/p>\n\n\n\n<p>A viol\u00eancia patrimonial, que se configura quando o parceiro da v\u00edtima restringe, por exemplo, o acesso a contas banc\u00e1rias, ou se apropria do dinheiro ganho por ela, foi a que &nbsp;mais aumentou nos \u00faltimos cinco anos, 56,4%. Em 2022, seis mulheres a cada 100 sofreram esse tipo de viol\u00eancia, a maior taxa j\u00e1 registrada na s\u00e9rie hist\u00f3rica sistematizada pelo levantamento, que se iniciou em 2009.<\/p>\n\n\n\n<p>O segundo maior crescimento foi o da viol\u00eancia sexual: 45,7%. Na \u00faltima d\u00e9cada, os casos que envolveram esse tipo de agress\u00e3o duplicaram.<\/p>\n\n\n\n<p>A viol\u00eancia psicol\u00f3gica aumentou 23,2%, entre 2018 e 2022. Nesse caso, o que os pesquisadores ressaltam \u00e9 o fato de que companheiros e ex-companheiros das mulheres s\u00e3o tamb\u00e9m seus principais agressores, correspondendo a mais da metade dos registros.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora seja o tipo mais comum entre os quatro analisados no&nbsp; estudo, a viol\u00eancia f\u00edsica, que representa 53% dos casos registrados, cresceu 8,3% no per\u00edodo. Somente em 2022, foram notificadas mais de 140 mil agress\u00f5es do tipo, gerando uma m\u00e9dia de 16 por hora.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/em><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entre 2018 e 2022, todos os tipos n\u00e3o letais de viol\u00eancia contra mulheres cresceram 19% no Brasil. Essas formas de<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":5699,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-5698","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/jornaloalvorada.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5698","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/jornaloalvorada.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/jornaloalvorada.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornaloalvorada.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornaloalvorada.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5698"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/jornaloalvorada.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5698\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5700,"href":"https:\/\/jornaloalvorada.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5698\/revisions\/5700"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornaloalvorada.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/5699"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/jornaloalvorada.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5698"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/jornaloalvorada.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5698"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/jornaloalvorada.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5698"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}