{"id":4331,"date":"2024-01-05T13:32:16","date_gmt":"2024-01-05T17:32:16","guid":{"rendered":"https:\/\/jornaloalvorada.com.br\/site\/?p=4331"},"modified":"2024-01-11T17:10:03","modified_gmt":"2024-01-11T21:10:03","slug":"sobrasa-alerta-sobre-cuidados-para-evitar-afogamentos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornaloalvorada.com.br\/site\/2024\/01\/05\/sobrasa-alerta-sobre-cuidados-para-evitar-afogamentos\/","title":{"rendered":"Sobrasa alerta sobre cuidados para evitar afogamentos"},"content":{"rendered":"\n<p>Em tempo de f\u00e9rias \u00e9 preciso redobrar os cuidados para evitar afogamentos. Dados da Sociedade Brasileira de Salvamento Aqu\u00e1tico (Sobrasa) mostram que15 pessoas morrem <a href=\"https:\/\/www.sobrasa.org\/new_sobrasa\/arquivos\/baixar\/AFOGAMENTOS_Boletim_Brasil_2023.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">afogadas no Brasil<\/a> diariamente. Os afogamentos s\u00e3o a primeira causa de morte de crian\u00e7as de 1 a 4 anos e a terceira na faixa et\u00e1ria de 5 a 9 anos.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1575249&amp;o=node\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1575249&amp;o=node\"><\/p>\n\n\n\n<p>A Sobrasa diz ainda que 55% das mortes na faixa de 1 a 9 anos ocorrem em resid\u00eancias. A preven\u00e7\u00e3o \u00e9 a principal ferramenta para evitar esse tipo de acidente, especialmente no ver\u00e3o, quando piscinas, praias, rios, lagos e lagoas costumam ser utilizados com mais frequ\u00eancia pelas fam\u00edlias.<\/p>\n\n\n\n<p>O secret\u00e1rio-geral da Sociedade Brasileira de Salvamento Aqu\u00e1tico (Sobrasa) David Szpilman destacou, em entrevista&nbsp;\u00e0 <strong>R\u00e1dio Nacional da Amaz\u00f4nia<\/strong>, um dos ve\u00edculos da <strong>Empresa Brasil de Comunica\u00e7\u00e3o<\/strong> (<strong>EBC<\/strong>), que, ao contr\u00e1rio do que as pessoas pensam, a maioria dos afogamentos n\u00e3o ocorre em praias, mas na \u00e1gua doce. O motivo \u00e9 que, geralmente, nesses lugares n\u00e3o h\u00e1 a presen\u00e7a de salva-vidas ou pessoas qualificadas para prestar socorro.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/HgaDORx0XT1MtvoGdd9Odm8AAhg=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/criancas-1020906-colniza_1303.jpg?itok=6zIbINtk\" alt=\"Colniza, MT, Brasil 18\/03\/2016: Crian\u00e7as brincam na comunidade de ribeirinhos de S\u00e3o Louren\u00e7o.  (Foto: Marcelo Camargo\/Ag\u00eancia Brasil)\" title=\"Marcelo Camargo\/Ag\u00eancia Brasil\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Crian\u00e7as brincam na comunidade de ribeirinhos de S\u00e3o Louren\u00e7o. <strong>Marcelo Camargo\/Arquivo\/Ag\u00eancia Brasil<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u201cMais de 70% das mortes&nbsp;ocorrem em rios, lagos e represas. Nas praias as pessoas se afogam e, por ter guarda-vidas, acabam sendo salvas. Em \u00e1gua&nbsp;doce, como nos&nbsp;lagos de represas, isso n\u00e3o acontece porque n\u00e3o h\u00e1&nbsp;guardas-vidas, n\u00e3o h\u00e1&nbsp;ningu\u00e9m capacitado e competente para fazer o socorro e isso provoca duas dessas 15 mortes. Mais&nbsp;duas ocorrem&nbsp;em casos de algu\u00e9m&nbsp;tentando ajudar outra pessoa que est\u00e1 se afogando e que acaba morrendo&nbsp;junto. No caso do rio \u2013&nbsp;diferentemente da praia, que \u00e0s vezes assusta por causa&nbsp;das ondas -,&nbsp;se&nbsp;for muito fundo, pode ter uma correnteza&nbsp;forte e n\u00e3o aparentar\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>Para prevenir situa\u00e7\u00f5es de afogamento, a Sobrasa recomenda a instala\u00e7\u00e3o de barreiras de acesso \u00e0 \u00e1gua em piscinas, rios, represas e lagos. Tamb\u00e9m \u00e9 recomend\u00e1vel providenciar lugares mais seguros para crian\u00e7as em&nbsp;idade pr\u00e9-escolar e ensinar seguran\u00e7a aqu\u00e1tica tanto para as crian\u00e7as em idade escolar, quanto para o p\u00fablico em geral. O uso de coletes e boias tamb\u00e9m ajuda a evitar situa\u00e7\u00f5es cr\u00edticas. Em locais com sinaliza\u00e7\u00e3o, \u00e9 preciso seguir as orienta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Szpilman disse ainda que muitas situa\u00e7\u00f5es de afogamento ocorrem porque as pessoas subestimam o risco que est\u00e3o correndo. Mesmo grandes nadadores podem morrer afogados quando n\u00e3o respeitam seus limites ou por redu\u00e7\u00e3o s\u00fabita de sua compet\u00eancia aqu\u00e1tica. O uso de bebidas alco\u00f3licas tamb\u00e9m \u00e9 fator determinante, j\u00e1 que pessoas sob efeito de \u00e1lcool apresentam menor coordena\u00e7\u00e3o motora.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO ideal \u00e9 que a gente saiba os riscos do ambiente e a nossa compet\u00eancia aqu\u00e1tica. Toda situa\u00e7\u00e3o de&nbsp;afogamento, independentemente de ser em piscina, cachoeira, rio, lago, represa, praia, surfando, fazendo esporte aqu\u00e1tico, exige um&nbsp;um balan\u00e7o entre o risco do ambiente e a sua compet\u00eancia aqu\u00e1tica, a capacidade de enfrentar o&nbsp;risco\u201d, disse. \u201cA bebida entra exatamente nesses dois fatores: a pessoa olha o risco e quando est\u00e1 alcoolizada, n\u00e3o percebe e se acha mais capaz do que na realidade. Aliado a isso, o \u00e1lcool tamb\u00e9m reduz&nbsp;a capacidade motora de defesa. Ent\u00e3o, esses tr\u00eas fatores influenciam e fazem com que o \u00e1lcool seja respons\u00e1vel por 15% a 18% dos afogamentos com morte\u201d, completou.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Szpilman, em situa\u00e7\u00f5es&nbsp;de afogamento a pessoa deve manter a calma, procurar boiar e pedir ajuda. Evitar nadar contra a correnteza tamb\u00e9m \u00e9 uma dica importante, j\u00e1 que a pessoa estar\u00e1 gastando a energia que deveria utilizar para aguardar o socorro.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c\u00c9 por isso que a gente sempre fala: est\u00e1 no sufoco, a primeira coisa a fazer \u00e9 guardar suas for\u00e7as para flutuar, n\u00e3o nade contra a correnteza. Encha&nbsp;o pulm\u00e3o e tente&nbsp;boiar. Pe\u00e7a&nbsp;ajuda e espere. Na situa\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f4nia [onde ocorre&nbsp;a maior parte dos afogamentos no Brasil], por exemplo, \u00e9 muito importante entender&nbsp;que mesmo aquelas pessoas que sabem nadar, devem utilizar um colete salva-vidas. Sempre. Porque \u00e9 a prote\u00e7\u00e3o\u201d, explicou.<\/p>\n\n\n\n<p>Para quem est\u00e1 vendo algu\u00e9m se afogar, a recomenda\u00e7\u00e3o \u00e9 buscar ajuda&nbsp;imediatamente e evitar entrar na \u00e1gua.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cDo ponto de vista de quem est\u00e1 assistindo o afogamento, o ideal \u00e9 voc\u00ea ajudar sem entrar na \u00e1gua. Primeiro, identifica que algu\u00e9m est\u00e1 precisando de ajuda e pede para&nbsp;ligar para no n\u00famero 193 e avisar o Corpo de Bombeiros\u201d, disse. \u201cVoc\u00ea deve buscar algum material de flutua\u00e7\u00e3o, pode ser uma garrafa pet de refrigerante, uma bola, uma raquete, uma prancha, uma tampa de isopor, v\u00e1rias coisas que flutuam, alguma coisa deve ser utilizada para jogar para o afogado, para que ele possa agarrar e se manter acima da superf\u00edcie, continuar respirando e para dar&nbsp;tempo de o&nbsp;socorro&nbsp;chegar. Esse \u00e9 o procedimento de como enfrentar situa\u00e7\u00f5es quando a preven\u00e7\u00e3o falhou\u201d, acrescentou&nbsp;Szpilman.<\/p>\n\n\n\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o aos cuidados com as crian\u00e7as, a principal recomenda\u00e7\u00e3o \u00e9 nunca perd\u00ea-las de vista. Tamb\u00e9m \u00e9 preciso cercar piscinas, esvaziar baldes e outro utens\u00edlios nos quais a crian\u00e7a pode se afogar.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEm crian\u00e7as de 1 a 4 anos, o afogamento acontece, principalmente, em casa e 50% desses casos em piscinas. Sempre que tem crian\u00e7a pequena&nbsp;deve prestar&nbsp;o m\u00e1ximo de aten\u00e7\u00e3o enquanto est\u00e1 dentro de casa, mesmo que n\u00e3o tenha piscina. Tem balde, esvazia o balde. Tem piscina, fecha a piscina, fecha a porta do banheiro, n\u00e3o deixa ela acessar o jardim, limita&nbsp;o acesso a locais perigosos. Isso \u00e9 extremamente importante para crian\u00e7as de 1 a 4 anos. A partir de 5 a 6 anos [o afogamento] acontece mais nas \u00e1reas externas ao redor da casa e em piscinas. \u00c0s vezes \u00e9 uma piscina de um clube, de um parque aqu\u00e1tico, de um hotel em que a gente vai passar o final de semana e ali n\u00e3o tem uma cerca\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>Em praias, rios e&nbsp;lagos, a recomenda\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 nunca tirar os olhos e sempre avaliar os&nbsp;locais que s\u00e3o mais arriscados,&nbsp;especialmente no ver\u00e3o&nbsp;quando, segundo a Sobrasa, ocorrem 45% dos afogamentos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cH\u00e1&nbsp;um ditado que diz: um cachorro que tem dois donos morre de fome. E \u00e9 isso que acontece, um fica esperando o que o outro vai fazer e acaba que ningu\u00e9m assume. Ent\u00e3o, \u00e9 importante: quando voc\u00ea vai dar uma festa, se tem piscina, ou \u00e9 num lago, ou num parque, ou num s\u00edtio, tem que ter algu\u00e9m olhando as crian\u00e7as o tempo todo. Faz um revezamento,&nbsp;um pai ou uma m\u00e3e deve ficar olhando\u201d, reiterou.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cOs pais colocam muito a crian\u00e7a para aprender a nadar, achando que aquilo vai blind\u00e1-la de um&nbsp;afogamento. E a crian\u00e7a sabe flutuar, consegue se deslocar numa piscina. Na cabe\u00e7a dos pais, parece que isso funcionaria em qualquer outro ambiente e n\u00e3o funciona. Ent\u00e3o, se voc\u00ea pega uma crian\u00e7a que sabe flutuar, que est\u00e1 confort\u00e1vel na piscina e coloca ela num rio,&nbsp;ela morre afogada. Se coloca&nbsp;na praia,&nbsp;morre afogada. A gente tem que entender que para cada ambiente existe um risco. E voc\u00ea tem que ter compet\u00eancia aqu\u00e1tica acima desses riscos para n\u00e3o se tornar um afogado nessa circunst\u00e2ncia\u201d, observou.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/em><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em tempo de f\u00e9rias \u00e9 preciso redobrar os cuidados para evitar afogamentos. 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