{"id":11945,"date":"2026-01-19T08:18:00","date_gmt":"2026-01-19T12:18:00","guid":{"rendered":"https:\/\/jornaloalvorada.com.br\/site\/?p=11945"},"modified":"2026-01-19T12:20:29","modified_gmt":"2026-01-19T16:20:29","slug":"estudo-revela-que-nao-atingir-o-sono-profundo-pode-elevar-o-risco-de-alzheimer-veja-como-se-proteger","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornaloalvorada.com.br\/site\/2026\/01\/19\/estudo-revela-que-nao-atingir-o-sono-profundo-pode-elevar-o-risco-de-alzheimer-veja-como-se-proteger\/","title":{"rendered":"Estudo revela que n\u00e3o atingir o sono profundo pode elevar o risco de Alzheimer, veja como se proteger"},"content":{"rendered":"\n<p>A rela\u00e7\u00e3o entre <strong>sono profundo e risco de Alzheimer<\/strong> vem ganhando espa\u00e7o nas pesquisas cient\u00edficas. Um estudo recente conduzido nos <strong>Estados Unidos<\/strong> indica que n\u00e3o alcan\u00e7ar fases adequadas de descanso, especialmente o <strong>sono REM<\/strong> e o sono de ondas lentas, pode estar ligado \u00e0 atrofia de \u00e1reas sens\u00edveis do c\u00e9rebro e ao aumento da probabilidade de desenvolver <strong>dem\u00eancia <\/strong>ao longo dos anos.<\/p>\n\n\n\n<p>A investiga\u00e7\u00e3o, liderada por especialistas da Universidade de Yale e <strong><a href=\"https:\/\/jcsm.aasm.org\/doi\/10.5664\/jcsm.11630\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">publicada em junho de 2025 pela&nbsp;American Academy of Sleep Medicine<\/a><\/strong>, acompanhou a rotina de sono e a sa\u00fade cerebral de centenas de participantes por mais de uma d\u00e9cada. Os resultados sugerem que a qualidade do repouso noturno pode atuar como um fator de risco modific\u00e1vel para o Alzheimer, abrindo espa\u00e7o para mudan\u00e7as de h\u00e1bito como forma de prote\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o estudo, a <strong><a href=\"https:\/\/terrabrasilnoticias.com\/2025\/12\/pouca-gente-sabe-mas-aromas-da-casa-influenciam-diretamente-o-sono-e-o-bem-estar\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">falta de sono<\/a><\/strong> profundo e de sono REM est\u00e1 associada \u00e0 atrofia de regi\u00f5es estrat\u00e9gicas na evolu\u00e7\u00e3o do Alzheimer. Entre elas est\u00e3o o&nbsp;<strong>hipocampo<\/strong>, a regi\u00e3o entorrinal e a \u00e1rea parietal inferior, que participam de processos de mem\u00f3ria, orienta\u00e7\u00e3o espacial e racioc\u00ednio.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Como o estudo avaliou sono profundo e atrofia cerebral?<\/h2>\n\n\n\n<p>O estudo avaliou 270 volunt\u00e1rios, com noites monitoradas por polissonografia e acompanhamento de sa\u00fade ao longo de 13 anos. A m\u00e9dia de sono de ondas lentas foi de 17,4% do tempo total dormido, enquanto o sono REM representou 21,5%, permitindo comparar o percentual de cada fase do sono com o volume de \u00e1reas espec\u00edficas do c\u00e9rebro.<\/p>\n\n\n\n<p>Os resultados mostraram que o grupo com menor propor\u00e7\u00e3o de sono de ondas lentas apresentou volumes cerebrais menores. Na regi\u00e3o parietal inferior, houve diferen\u00e7a de&nbsp;<strong>44,18 mil\u00edmetros c\u00fabicos<\/strong>&nbsp;de atrofia para cada ponto percentual a menos de repouso profundo, e de&nbsp;<strong>75,4 mil\u00edmetros c\u00fabicos<\/strong>&nbsp;para cada ponto percentual a menos de sono REM.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Quais s\u00e3o as principais limita\u00e7\u00f5es da pesquisa sobre sono e Alzheimer?<\/h2>\n\n\n\n<p>Embora o estudo traga ind\u00edcios relevantes sobre o papel do sono profundo no risco de Alzheimer, h\u00e1 limita\u00e7\u00f5es importantes a considerar. A amostra analisada foi formada apenas por pessoas brancas, com alta escolaridade, o que reduz a possibilidade de generalizar os resultados para toda a popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro ponto \u00e9 que os dados s\u00e3o observacionais, mostrando associa\u00e7\u00f5es, mas n\u00e3o causa e efeito. Ainda n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel afirmar que dormir mal provoque diretamente o Alzheimer, mas sim que h\u00e1 rela\u00e7\u00e3o consistente entre menos sono profundo, atrofia em regi\u00f5es-chave e maior risco de dem\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Que h\u00e1bitos podem ajudar a reduzir o risco de Alzheimer melhorando o sono?<\/h2>\n\n\n\n<p>Os autores destacam que o sono pode ser um&nbsp;<strong>fator de risco modific\u00e1vel<\/strong>&nbsp;para o Alzheimer. Assim como a ins\u00f4nia prolongada est\u00e1 ligada a maior probabilidade de dem\u00eancia, a melhora da qualidade do descanso tende a oferecer benef\u00edcios proporcionais para a sa\u00fade cerebral ao longo do envelhecimento.<\/p>\n\n\n\n<p>Para favorecer o sono profundo e o sono REM, especialistas recomendam estrat\u00e9gias simples de higiene do sono, que podem ser adotadas em casa e ajustadas \u00e0 rotina de cada pessoa:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Manter hor\u00e1rios regulares para dormir e acordar, inclusive nos fins de semana.<\/li>\n\n\n\n<li>Deixar o quarto em temperatura amena, silencioso e com pouca luminosidade.<\/li>\n\n\n\n<li>Evitar telas luminosas, como celular, tablet e televis\u00e3o, nas horas anteriores ao sono.<\/li>\n\n\n\n<li>Reduzir o consumo de bebidas estimulantes, como caf\u00e9, ch\u00e1 preto, energ\u00e9ticos e refrigerantes \u00e0 noite.<\/li>\n\n\n\n<li>Criar um ritual relaxante antes de deitar, como leitura leve, respira\u00e7\u00e3o profunda ou alongamentos suaves.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p><strong><em>Fonte: Terra Brasil Not\u00edcias<\/em><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A rela\u00e7\u00e3o entre sono profundo e risco de Alzheimer vem ganhando espa\u00e7o nas pesquisas cient\u00edficas. 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