{"id":10090,"date":"2025-04-02T09:39:07","date_gmt":"2025-04-02T13:39:07","guid":{"rendered":"https:\/\/jornaloalvorada.com.br\/site\/?p=10090"},"modified":"2025-04-02T09:39:09","modified_gmt":"2025-04-02T13:39:09","slug":"deteccao-precoce-do-autismo-ajuda-na-alfabetizacao-e-inclusao-escolar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornaloalvorada.com.br\/site\/2025\/04\/02\/deteccao-precoce-do-autismo-ajuda-na-alfabetizacao-e-inclusao-escolar\/","title":{"rendered":"Detec\u00e7\u00e3o precoce do autismo ajuda na alfabetiza\u00e7\u00e3o e inclus\u00e3o escolar"},"content":{"rendered":"\n<p>Moradora de Nova Igua\u00e7u, na Baixada Fluminense, a neurocientista e biom\u00e9dica Emanoele Freitas come\u00e7ou a perceber que o filho, Eros Micael, tinha dificuldades para se comunicar quando ele tinha 2 anos.&nbsp;&#8220;Foi, ent\u00e3o, que&nbsp;veio o diagn\u00f3stico errado de surdez profunda. S\u00f3 com 5 anos, com novos exames, descobriu-se que, na realidade, ele ouvia bem, s\u00f3 que ele tinha outra patologia. Fui encaminhada para a psiquiatra, e ela me deu o diagn\u00f3stico de autismo. Naquela \u00e9poca, n\u00e3o se falava do assunto\u201d, diz a m\u00e3e do jovem, que hoje tem 21 anos.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1637092&amp;o=node\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1637092&amp;o=node\"><\/p>\n\n\n\n<p>Ser de um grau menos autonomo do&nbsp;espectro autista, tamb\u00e9m chamado de n\u00edvel 3 de suporte,&nbsp;trouxe muitas dificuldades&nbsp;na vida escolar, que Eros frequentou&nbsp;at\u00e9 o ensino fundamental, com quase 15 anos.&nbsp;\u201cO Eros iniciou na escola particular e, depois, eu o levei para a escola p\u00fablica, que foi onde eu realmente consegui ter uma entrada melhor, ter uma aceita\u00e7\u00e3o melhor e ter profissionais que estavam interessados em desenvolver o trabalho\u201d, acrescenta Emanoele.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cEle n\u00e3o conseguia ficar em sala de aula e desenvolver a parte acad\u00eamica. Ele tem um comprometimento cognitivo bem acentuado. Naquele momento, vimos que o primordial era ele aprender a ser aut\u00f4nomo. Ele teve mediador, o professor que faz sua capacita\u00e7\u00e3o em media\u00e7\u00e3o escolar. Meu filho n\u00e3o tinha condi\u00e7\u00f5es de estar em uma sala de aula regular, e ele ficava em uma sala multidisciplinar\u201d.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p><strong>A inclus\u00e3o escolar e a alfabetiza\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as e adolescentes do espectro autista est\u00e3o entre os desafios para a efetiva\u00e7\u00e3o de direitos dessa popula\u00e7\u00e3o, que tem sua exist\u00eancia celebrada nesta quarta-feira (2),&nbsp;Dia Mundial de Conscientiza\u00e7\u00e3o do Autismo<\/strong>, data criada pela Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU) para difundir informa\u00e7\u00f5es sobre essa condi\u00e7\u00e3o do neurodesenvolvimento humano e combater&nbsp;o preconceito.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Diretora-executiva do Instituto NeuroSaber, a psicopedagoga e psicomotricista Luciana Brites&nbsp;explica que o Transtorno do Espectro Autista (TEA) \u00e9 um transtorno de neurodesenvolvimento caracterizado por d\u00e9ficits de intera\u00e7\u00e3o social, problemas de comunica\u00e7\u00e3o verbal e n\u00e3o verbal e comportamentos repetitivos, com interesses restritos.&nbsp;Caracter\u00edsticas comuns no autismo s\u00e3o pouco contato visual, pouca reciprocidade, atraso de aquisi\u00e7\u00e3o de fala e linguagem, desinteresse ou inabilidade de socializar, manias e rituais, entre outros.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cPor volta dos 2 anos, a crian\u00e7a pode apresentar sinais que indicam autismo. O diagn\u00f3stico precoce \u00e9 fundamental para o tratamento. Como o transtorno \u00e9 um espectro, algumas crian\u00e7as com autismo falam, mas n\u00e3o se comunicam, ou s\u00e3o pouco fluentes e at\u00e9 mesmo n\u00e3o falam nada. Uma crian\u00e7a com autismo n\u00e3o verbal se alfabetiza, mas a dificuldade muitas vezes \u00e9 maior\u201d, diz Luciana.<\/p>\n\n\n\n<p>O Manual Diagn\u00f3stico e Estat\u00edstico de Transtornos Mentais (DSM, na sigla em ingl\u00eas) estabelece atualmente que as nomenclaturas mais adequadas para identificar as diferentes apresenta\u00e7\u00f5es do TEA&nbsp;s\u00e3o n\u00edvel 1 de suporte, n\u00edvel 2 de suporte e n\u00edvel 3 de suporte, sendo maior o suporte necess\u00e1rio quanto maior for o n\u00edvel.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Aprendizado<\/h2>\n\n\n\n<p>A psicopedagoga ressalta que&nbsp;os desafios que surgem no processo de alfabetiza\u00e7\u00e3o no autismo n\u00e3o impedem que ele ocorra na maioria das vezes. \u201c\u00c9 poss\u00edvel a inser\u00e7\u00e3o do autista no ensino regular. A quest\u00e3o da inclus\u00e3o \u00e9 um grande desafio para qualquer escola, porque estamos falando de uma qualifica\u00e7\u00e3o maior para os nossos professores\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Luciana, <strong>o mais importante \u00e9 considerar a individualidade de cada aluno no planejamento pedag\u00f3gico<\/strong>, fazendo as adapta\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAtividades que podem estimular a consci\u00eancia fonol\u00f3gica de crian\u00e7as com autismo s\u00e3o, por exemplo, com s\u00edlabas, em que voc\u00ea escolhe uma palavra e estimula a repeti\u00e7\u00e3o das s\u00edlabas que comp\u00f5em a palavra. Outra dica s\u00e3o os fonemas, direcionando a aten\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a aos sons que comp\u00f5em cada palavra, sinalizando padr\u00f5es e diferen\u00e7as entre eles. J\u00e1 nas rimas, leia uma hist\u00f3ria conhecida e repita as palavras que rimem\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A psicopedagoga acrescenta que as crian\u00e7as autistas podem ter facilidade na identifica\u00e7\u00e3o direta das palavras, ou seja, conseguem decorar facilmente, mas t\u00eam dificuldade nas habilidades fonol\u00f3gicas mais complexas, como perceber o seu contexto.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cA inclus\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel, mas a realidade, hoje, do professor, \u00e9 que muitas vezes ele n\u00e3o d\u00e1 conta do aluno t\u00edpico,&nbsp;quem dir\u00e1 dos at\u00edpicos. Trabalhar a detec\u00e7\u00e3o precoce \u00e9 muito importante para se conseguir fazer a inser\u00e7\u00e3o de uma forma mais efetiva. \u00c9 muito importante o sistema de sa\u00fade, junto com o sistema de educa\u00e7\u00e3o, olhar para essa primeira inf\u00e2ncia para fazer essa detec\u00e7\u00e3o do atraso na cogni\u00e7\u00e3o social. Por isso,&nbsp;\u00e9 muito importante o trabalho da escola com o posto de sa\u00fade\u201d, afirma Luciana.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>A especialista destaca que a inclus\u00e3o \u00e9 um trip\u00e9 e depende de fam\u00edlias, escolas e profissionais de sa\u00fade. \u201cProfessor, sozinho, n\u00e3o faz inclus\u00e3o. Tudo come\u00e7a na capacita\u00e7\u00e3o do professor e&nbsp;do profissional de sa\u00fade. \u00c9 na escola&nbsp;que,&nbsp;muitas vezes, s\u00e3o descobertos os alunos com algum transtorno e encaminhados&nbsp;para equipes multidisciplinares do munic\u00edpio\u201d.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">M\u00e3e em tempo integral<\/h2>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignleft\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/dSV_sIoxQxFjCcxdU4Sqd-TEsFE=\/365x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2025\/04\/01\/whatsapp_image_2025-04-01_at_10.54.13.jpeg?itok=J7qS93iY\" alt=\"Ilha do Governador (RJ), 01\/04\/2025 - A dona de casa Isabele Ferreira da Silva Andrade, m\u00e3e de dois filhos autistas, P\u00e9rola, de 7 anos, e \u00c2ngelo, de 3 anos. Foto: Isabele Ferreira\/Arquivo Pessoal\" title=\"Isabele Ferreira\/Arquivo Pessoal\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">A dona de casa Isabele Ferreira da Silva Andrade, m\u00e3e de dois filhos autistas, P\u00e9rola, de 7 anos, e \u00c2ngelo, de 3 anos. <strong>Isabele Ferreira\/Arquivo Pessoal<\/strong><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Moradora da Ilha do Governador, na zona norte do Rio de Janeiro, a dona de casa Isabele Ferreira da Silva Andrade \u00e9 m\u00e3e de duas crian\u00e7as do espectro autista, P\u00e9rola, de 7 anos, e \u00c2ngelo, de 3 anos. Ela explica que o menino tem &#8220;autismo moderado&#8221;, ou n\u00edvel 2 de suporte&nbsp;com atrasos cognitivos e hiperatividade. J\u00e1&nbsp;a filha, mais velha, tem &#8220;autismo leve&#8221;, n\u00edvel 1 de suporte,&nbsp;e epilepsia.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEu a levei no pediatra porque ela j\u00e1 tinha 2 anos e estava com o desenvolvimento atrasado, n\u00e3o falava muito. Ela falava uma l\u00edngua que ningu\u00e9m entendia. Vivia num mundo s\u00f3 dela,&nbsp;n\u00e3o brincava, n\u00e3o ria. Comecei a desconfiar. O pediatra me explicou o que era autismo e disse que ela precisava de acompanhamento. Eu a levei para o neurologista, para psic\u00f3logo, fonoaudi\u00f3loga. Fiz alguns exames que deram altera\u00e7\u00e3o\u201d, lembra Isabele.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cJ\u00e1 meu filho foi muito bem at\u00e9 1&nbsp;ano de idade. Depois de1 ano, come\u00e7ou a regredir. Parou de comer, parou de brincar, n\u00e3o queria mais andar. Chorava muito. Comecei a achar estranho. Ele foi encaminhado ao Centro de Aten\u00e7\u00e3o Psicossocial (Caps) da prefeitura. Fizeram a avalia\u00e7\u00e3o dele l\u00e1, por uma equipe multidisciplinar. <strong>Tentei continuar trabalhando, mas com as demandas da P\u00e9rola e do \u00c2ngelo, tive que parar de trabalhar para levar para as terapias. O cuidado \u00e9 integral. Parei minha vida. Eu era caixa de lot\u00e9rica<\/strong>\u201d, conta a dona de casa.<\/p>\n\n\n\n<p>O filho menor est\u00e1 matriculado em uma creche municipal que tem cinco crian\u00e7as autistas. No momento em que a professora percebe que o \u00c2ngelo precisa de mais aten\u00e7\u00e3o, ela se concentra nele, diz Isabele.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 a filha mais velha est\u00e1 em uma turma regular em escola municipal, e, na classe, h\u00e1&nbsp;outro aluno com grau&nbsp;mais severo de autismo. \u201cEles t\u00eam mediadores na escola que se concentram mais nas crian\u00e7as com autismo severo. As professoras dos dois s\u00e3o psicopedagogas, t\u00eam entendimento e sabem lidar\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A dona de casa conta que, depois que saiu o diagn\u00f3stico de sua filha mais velha, seu pai tamb\u00e9m decidiu investigar e descobriu,&nbsp;com mais de 50 anos, que tamb\u00e9m era autista. \u201cEle teve muita depress\u00e3o ao longo de toda a vida dele\u201d.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Pol\u00edtica Nacional<\/h2>\n\n\n\n<p>O Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o (MEC) tem a Pol\u00edtica Nacional de Educa\u00e7\u00e3o Especial na Perspectiva da Educa\u00e7\u00e3o Inclusiva desde 2008. Segundo a pasta, ela reafirma o compromisso expresso na Conven\u00e7\u00e3o sobre os Direitos das Pessoas com Defici\u00eancia, de 2006,&nbsp;de que <strong>a educa\u00e7\u00e3o escolar se faz na conviv\u00eancia entre todas as pessoas, em salas de aulas comuns, reconhecendo e respeitando as diferentes formas de comunicar, perceber, relacionar-se, sentir, pensar.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u201cIdentificar as barreiras que prejudicam a escolariza\u00e7\u00e3o e construir um plano de enfrentamento s\u00e3o fun\u00e7\u00f5es de toda a equipe escolar, contando sempre com o Atendimento Educacional Especializado (AEE). Isso pode ocorrer por meio de salas de recursos multifuncionais (SRM), atividades colaborativas e outras iniciativas inclusivas, a fim de que o acesso ao curr\u00edculo seja plenamente garantido\u201d, diz o MEC.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a pasta 36% das escolas contam com&nbsp;salas de recursos multifuncionais. Al\u00e9m disso, em 2022, de acordo com&nbsp;dados do Censo Escolar\/Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais An\u00edsio Teixeira (Inep), o Brasil tinha:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>1.372.000 estudantes p\u00fablico-alvo da educa\u00e7\u00e3o especial matriculados em classes comuns.\u00a0\u00a0<\/li>\n\n\n\n<li>89,9% das matr\u00edculas do p\u00fablico-alvo da educa\u00e7\u00e3o especial em classes comuns.\u00a0\u00a0<\/li>\n\n\n\n<li>129 mil matr\u00edculas\u00a0do p\u00fablico-alvo da educa\u00e7\u00e3o especial desde a educa\u00e7\u00e3o infantil.\u00a0\u00a0<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p><strong><em>Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Moradora de Nova Igua\u00e7u, na Baixada Fluminense, a neurocientista e biom\u00e9dica Emanoele Freitas come\u00e7ou a perceber que o filho, Eros<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":10091,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-10090","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/jornaloalvorada.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10090","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/jornaloalvorada.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/jornaloalvorada.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornaloalvorada.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornaloalvorada.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10090"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/jornaloalvorada.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10090\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":10092,"href":"https:\/\/jornaloalvorada.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10090\/revisions\/10092"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornaloalvorada.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/10091"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/jornaloalvorada.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10090"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/jornaloalvorada.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10090"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/jornaloalvorada.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10090"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}